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| Foto: site Anjos da Enfermagem Fonte: http://www.anjosdaenfermagem.org.br/ |
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Anjos da Enfermagem - DO CRATO PARA O BRASIL
INICIATIVA CEARENSE
A ideia de um programa de erradicação da pobreza extrema nos moldes do PAC partiu de uma pesquisa do Laboratório de Estudos da Pobreza (LEP), da Universidade Federal do Ceará (UFC), que foi apresentada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo governador do Estado Cid Gomes.
Segundo o economista Flávio Ataliba, coordenador do LEP, o governador confidenciou que levou a ideia a Lula e que o presidente, na época, teria pedido para Dilma incluí-la em seu programa de governo.
"A execução desse programa é um reconhecimento do esforço que a gente vem desenvolvendo para contribuir com ideias que busquem solucionar a questão da pobreza. É gratificante ver que uma ideia que surgiu na academia pode ter um resultado concreto na vida das pessoas", disse o economista.
Para Ataliba, o novo PAC se configura como um pontapé inicial para erradicar a pobreza no País. Segundo ele, primeiramente, o governo deve quantificar pessoas, estabelecendo uma linha de pobreza, para, em seguida, combinar ações assistencialistas com projetos mais estruturantes. "O programa vai se aperfeiçoar ao longo do processo. No entanto, a iniciativa já mostra que o desafio de extinguir a pobreza é possível desde que se tenha vontade política e espaço no orçamento para os investimentos necessários", disse.
Para o economista Carlos Manso, também do LEP, a programa deve resolver uma lacuna que havia no PAC, que é a questão da infraestutura social. "A miséria não é apenas um aspecto monetário. Ela envolve escassez de saúde, moradia, crédito, educação. O PAC deve fortalecer além da educação outros serviços que vão garantir a inserção dos jovens no mercado de trabalho", avaliou.
Atitude
"O desafio de extinguir a pobreza é possível desde que tenha vontade política" . Flávio Ataliba (Economista, coordenador do Laboratório de Estudos da Pobreza (LEP) da UFC)
Fonte:
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=914281
terça-feira, 3 de maio de 2011
CEARÁ PIONEIRO - IDEIAS CEARENSES NA ÁREA DA SAÚDE SE ESTENDERAM PARA TODO O BRASIL
O CEARÁ É O PAI DO "PROGRAMA AGENTE DE SAÚDE" E DO "PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA (PSF)". PODEM COPIAR, AGENTE DEIXA!!!
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| Crédito da foto: Blog da Deputada Patrícia Saboya |
A primeira experiência de agentes comunitários de saúde, ACS, como uma estratégia abrangente de saúde pública estruturada, ocorreu no Ceará em 1987, com o objetivo duplo de criar oportunidade de emprego para as mulheres na área da seca e, ao mesmo tempo, contribuir para a queda da mortalidade infantil, priorizando a realização de ações de saúde da mulher e da criança. Esta estratégia expandiu-se rapidamente no Estado, atingindo praticamente todos os municípios em três anos, sendo encampada pelo Ministério da Saúde (MS) mais ou menos nos mesmos moldes, em 1991. As primeiras experiências do Programa de Saúde da Família, PSF, nos moldes atuais, também surgiram no Ceará em janeiro de 1994, sendo encampadas pelo MS em março do mesmo ano, como estratégia de reorganização da atenção básica no país. A partir daí o Programa de Agentes Comunitários de Saúde, PACS, passou a ser incorporado pelo PSF.
Fonte:
Periódico científico -
Interface - Comunic, Saúde, Educ, v6, n10, p.75-94, fev 2000
Uma ideia genial
Surgiu no Ceará, O Ministério de Ciência e Tecnologia quer levar para todo o Brasil!
Quando o então deputado estreante Ariosto Holanda, ex-secretário de Ciências e Tecnologia do Ceará, desdobrava-se para “vender” a implantação dos Centros Vocacionais Tecnológicos - CVTs no nosso estado, houve quem considerasse aquela ideia apenas mais uma entre outras similares já tentadas, mas sem êxito, talvez à falta de dois detalhes: praticidade e objetividade e, principalmente, persistência, a marca registrada do idealizador. Ariosto, com alguns apoios como do governador Tasso, e algumas resistências, dos defensores da formação tecnológica universitária, foi em frente. Depois da implantação vitoriosa dos CVTs do Ceará, sua criação chega, agora, com força total, aos que formam à frente do setor tecnológico do governo de Dilma Rousseff, com força total. Primeiro, foi o governador Aécio-MG, que adotou o sistema para o seu estado. Na cúpula do novo governo, o primeiro a cair de amores pelo “estalo” de Ariosto Holanda, foi o novo ministro de Ciências e Tecnologia, Aloízio Mercadante, que tem em mãos a árdua tarefa de produzir centenas de milhares de funcionários capacitados para os grandes projetos carentes de especialistas. Mal assumiu o Ministério, Mercadante conferiu, “in loco”, no Ceará, os CVTs em atividade. Não deu outra. Agora, Mercadante negocia recursos do Programa Nacional de Tecnologia – Pronatec, para fortalecer os CVTs existentes e para a implantação de muitos outros. Para dar contornos definitivos à universalização dos Centros no país, ele negocia com o ministro Fernando Haddad, a participação total do Ministério da Educação nesse projeto. A saída para a preocupante falta de especialistas, foi “descoberta” por um cearense que nos enche de orgulho. Recursos, agora é problema deles.
Fonte:
Fernando Maia
Colonização do Ceará - A civilização do couro
Os Sertões do Ceará foram colonizados através da criação do gado e das charqueadas. Capistrano de Abreu definiu perfeitamente esse ciclo:
"De couro era a porta das cabanas, o rude leito aplicado ao chão duro, e mais tarde a cama para os partos; de couro todas as cordas, a borracha para carregar água; o mocó ou alforge para levar comida, a mala para guardar roupa, mochila para milhar cavalo, a peia para prendê-lo em viagem, as bainhas de faca, as bruacas e surrões, a roupa de entrar no mato, os bangüês para curtume ou para apurar sal; para os açudes, o material de aterro era levado em couros puxados por juntas de bois que calcavam a terra com seu peso; em couro pisava-se tabaco para o nariz."
Capistrano de Abreu
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| Foto do Blog Icó é notícia |
segunda-feira, 2 de maio de 2011
A bravura indômita de uma revolucionária nordestina
Texto retirado de:
Revista Nordeste Vinte Um
http://www.nordestevinteum.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=118:personagem&catid=14:destaque-06&Itemid=16
Por Barros Alves - Editor de Cultura e Arte - barrosalves@nordestevinteum.com.br
Bárbara de Alencar nasceu em solo pernambucano no dia 11 de fevereiro de 1760. Para uns, ela veio ao mundo no município de Exu, limítrofe com o Cariri cearense, separado deste apenas pela Chapada do Araripe; para outros, a valente mulher nasceu em Cabrobó. O certo é que a jovem Bárbara enamorou-se de um comerciante de tecidos, português de nascimento, que exercia seus negócios na região do Vale Caririense. No ano de 1782, Bárbara casou-se com o capitão José Gonçalves dos Santos e se mudou definitivamente para a Vila do Crato. Ali, se tornou figura respeitada e foi liderar os principais movimentos revolucionários ocorridos no Nordeste na primeira metade do século XIX.
Do casamento com o capitão José Gonçalves dos Santos, nasceram quatro filhos: João Gonçalves de Alencar, Carlos José dos Santos, que se fez padre; Joaquina Maria de São José, Tristão Gonçalves Pereira de Alencar, tornado famoso pela ação revolucionária; e José Martiniano de Alencar, também padre, espírito rebelde e que se tornou político de grande influência tanto no Ceará, que chegou a governar, quanto em nível nacional, como senador do Império. José Martiniano de Alencar era o pai do romancista homônimo, criador do romance nativista brasileiro, cuja inspiração se expressou através de mitos fundadores da nacionalidade, sendo os romances “Iracema” e “O Guarani” obras-primas da literatura brasileira.
Conforme descrição feita pelo escritor Roberto Gaspar, que registrou em livro de amena leitura aspectos da vida tempestuosa de Bárbara de Alencar, ela tinha um aspecto varonil, cor branca e “era considerada alta, tinha as passadas largas e os braços moviam-se com graciosa desenvoltura, o rosto expressivo era bem delineado, os traços eram simpáticos e harmônicos, emoldurando uma boca ampla de lábios firmes”. O autor citado apresenta um perfil moral e espiritual da heroína do Crato: “Enérgica, de coração bondoso, impunha respeito e admiração aos que o conheciam. Grande devota de Santa Bárbara, ela tinha a imagem da santa em seu oratório e, nos momentos de aflição, debulhava seu rosário de contas azuis”. E adiante: “Bárbara era muito religiosa e instalou altares com imagens de santos na fazenda, onde promovia orações coletivas, atraindo os religiosos das missões e os padres, que encontravam abrigo na casa grande da fazenda”. Segundo o historiador João Brígido, Bárbara era “mui inteligente, lida e corrida era a primeira senhora daquela região”.
Dessa solicitude para com os religiosos, nasceu grande amizade entre Bárbara e sacerdotes da região, entre os quais o padre Miguel Carlos da Silva, que se tornou amigo e orientador espiritual. De igual modo, frei Francisco de Santana, da Vila de Barbalha, era assíduo comensal da fazenda Pau Seco. Naquele ambiente de reflexão e boa conversa, surgiu o Centro Republicano de Democracia e Liberdade, ensejando em que os conselhos humanistas do padre Miguel Carlos transformassem Bárbara em uma liberal consciente de sua missão naquele mundo tão carente de atitudes políticas que contribuísse para melhorar a vida do povo.
inda jovem, portanto, iniciou a militância política, demonstrando grande capacidade de articulação com segmentos basilares da sociedade da época, tanto em nível econômico quanto em nível social, especialmente nos vínculos que criou com a Igreja Católica, onde vários jovens seminaristas e padres, em razão do conhecimento da história, participavam e estimulavam a participação nos movimentos libertários. Bárbara tratou de aproveitar a vocação religiosa de dois dos filhos e enviou-os ao seminário, onde certamente teriam uma educação esmerada. Ademais, o sacerdócio significava status social e reconhecimento da população sempre mística e crédula.
Chegou então o ano de 1817, e explodiu a revolução republicana em Pernambuco, que preconizava não apenas a independência, mas também queria a proclamação da República. O movimento logo recebeu o apoio da família de Alencar, com Bárbara a liderar o processo rebelde no Cariri. O entusiasmo era tão grande, que sob a liderança daquela senhora que ousava arrostar o poder das Cortes portuguesas, proclamou-se a República no Crato, em uma extensão da revolução pernambucana.
Por ordem da Corte, o processo de reação das forças portuguesas com sede na Colônia não se fez esperar e arremeteu contra os revoltosos sem dó nem comiseração. Muitos foram presos a partir da Bahia, de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará, onde o movimento estava mais atuante. Roberto Gaspar enumera os líderes da revolução que foram presos: José Martiniano, Tristão Gonçalves e o padre Carlos José dos Santos, filhos de Bárbara; Inácio Tavares Benevides, frei Francisco de Sant’Ana Pessoa, Gouveia Ferraz e o padre Miguel Carlos da Silva Saldanha”. E aduz o biógrafo de Bárbara de Alencar: “Outros participantes do movimento se acovardaram e desertaram e, procurando isentar-se de culpa, juram publicamente lealdade ao rei, como aconteceu com Francisco Carlos e Bartolomeu de Quental”.
Os prisioneiros foram manietados, acorrentados e enviados para Fortaleza. Durante a longa e cansativa marcha, sob o comando de Joaquim Pinto Madeira, “apenas Bárbara de Alencar não tinha argolas amarradas no pescoço”. Estavam a cavalo e no Icó, o comando da tropa passou para o capitão de milícias Manuel da Cunha Freire.
Depois de quase um mês de viagem do Crato para Fortaleza, sob sol e chuva, enfrentando as piores intempéries, finalmente chegaram à capital e recebem a ordem do governador Sampaio de que deveriam ficar presos sem nenhuma regalia. Bárbara foi recolhida ao calabouço da velha Fortaleza à beira-mar, sem direito a contato com quem quer que fosse, a não ser com a lavadeira, de nome Brasiliana, e apenas uma vez por semana. Nessas duras condições, passou mais de três anos. Foi libertada no dia 17 de novembro de 1820 e, no ano seguinte, o Tribunal da Relação de Salvador, Bahia, anulou os processos da devassa. Com a proclamação da independência do Brasil em 1822, a heroína do Crato retornou, vitoriosa, da Bahia para sua querida vila do Crato, onde a esperavam o filho, João Gonçalves, e o povo em festa.
Ainda bem não sentava a poeira da Revolução de 1817, e os Alencares de Bárbara já sentiam pruridos de uma nova luta. Tristão, o mais rebelde, não acreditava em que o Brasil ganharia a liberdade. De fato. Sob o governo de dom Pedro I. Para ele, o imperador era “louça do mesmo barro” do pai, dom João VI. E aduzia nas conversas familiares: “É preciso não dormir sobre a glória alcançada.” Não era um prenúncio. Era uma profecia
.
Eis que novamente, em 1824, algumas províncias do Nordeste (naquele tempo dito Norte), sob a liderança de Pernambuco se sublevaram contra o governo Imperial recém-instalado. Desta feita, sob a influência dos Federalistas norte-americanos. No Ceará, os três filhos de Bárbara não titubearam e aderiram à conjuração que veio a chamar-se Confederação do Equador. Queriam implantar um regime republicano juntando as províncias nordestinas em uma confederação semelhante aos Estados Unidos da América.
As grandes figuras políticas não guardavam rancor de injustiças sofridas nos embates da vida, ainda que os mais duros. Foi o que ocorreu com os Alencares, agora, em 1824, aliando-se ao capitão Pereira Filgueiras, o adversário figadal de 1817. Roberto Gaspar anota: “Bárbara de Alencar e seus filhos, que tanto já haviam lutado e sofrido pela independência, organizaram um regimento caririense, cujo comando foi entregue ao seu ex-adversário, o capitão-mor João Pereira Filgueiras, tendo Tristão Gonçalves no comando do Estado-maior das tropas expedicionárias”. Eles tomaram o governo do Ceará e foram até ao Maranhão dar combate a major Fidié, um português que resistia em nome das Cortes portuguesas.
Mas os Alencares, principalmente Tristão e o padre. Martiniano, estavam insatisfeitos com os rumos do novo governo e da Constituinte de 1823. Achavam o imperador “prepotente, promíscuo e libertino”. Resolveram ir além. Juntamente com outros republicanos, tais como Carapinima e Azevedo Bolão, organizaram um governo provisório no Icó e, em janeiro de 1823, entraram em Fortaleza, onde destituíram o governo de Costa Barros e proclamaram a República, sob a presidência de Tristão Gonçalves. Seguiram o exemplo as Câmaras de Quixeramobim, Aquiraz, Ipu, Sobral, Crato e Aracati. A revolução, no entanto, começou a decair nas províncias do Piauí, Maranhão, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. A debandada era geral em face de muitas traições.
No Ceará, reinóis como Pinto Madeira encabeçaram a reação, mas Tristão Gonçalves resolveu enfrentá-los, juntamente com os irmãos. Dias depois, foram derrotados e mortos em combate. “Com essa tragédia começaram os dias de muitas dores para a heroína revolucionária, que se cobriu de luto contínuo com a morte dos seus entes queridos”, escreve Gaspar.
Depois destas tempestades e de ver filhos e parentes mortos nas lutas revolucionárias, outros terem sido presos, mas libertados posteriormente, como é caso de José Martiniano, Bárbara de Alencar, depois de rebelião levantada no Cariri por Pinto Madeira, fugiu para Exu, no Pernambuco, e posteriormente, recolheu-se à fazenda Alecrim no Piauí. Septuagenária, queria, no entanto, terminar os dias em sua fazenda Pau Seco. Seu filho, João Gonçalves, foi buscá-la. Adoentada, ela queria que o outro filho, José Martiniano, agora poderoso governador da província, perdoasse o principal desafeto da família, Pinto Madeira, que havia sido preso e condenado à morte. Não viu realizar-se seu piedoso intento.
Bárbara de Alencar manifestou ao filho que a assistia o desejo de que, ao morrer, lhe providenciasse um enterro simples “de pobre mesmo, em rede, num túmulo sem lousa, como daqueles que foram nossos escravos...” A heroína fechou os olhos ao mundo no dia 28 de agosto de 1833. Deixou o chão nordestino, mas inscreveu indelevelmente seu nome na história do Brasil, especialmente do Ceará, mercê de sua bravura indômita e do seu espírito libertário.
O professor Virgílio Arraes lista vários nomes de personalidades importantes na vida sócio-política contemporânea brasileira, que são descendentes da heroína republicana Bárbara de Alencar. Ele começa registrando que Castelo Branco descendia de uma irmã de dona Bárbara, Inácia. As duas adotavam postura política similar, eram sinceras republicanas, influenciadas que foram pelos ideais da Revolução Francesa, ocorrida em 1789. A rebelião de 1817 tinha esse viés ideológico. Já em 1824, na chamada Confederação do Equador, a influência teria sido dos Estados Unidos. que fizera a sua revolução libertadora em 1776, com fundamento no federalismo republicano e abolição da escravidão.
De Inácia, descendem, dentre outros, Miguel Arraes de Alencar, que foi três vezes governador de Pernambuco e incontestável liderança política do Nordeste; Marcelo Nunes de Alencar, que foi prefeito do Rio de Janeiro; Otto de Alencar, pioneiro da pesquisa matemática no Brasil, falecido no início do século passado; Chico de Alencar, historiador e deputado federal pelo Rio de Janeiro, onde detém grande liderança política; José de Alencar Furtado, cearense de Araripe, fez carreira política no Paraná tendo se destacado como uma das vozes de oposição ao tempo do governo militar pós-1964; Alencar Guimarães foi senador pelo Paraná durante vários mandatos, chegando a assumir interinamente o governo daquele Estado; O General Humberto de Alencar Castelo Branco foi presidente da República. Também a famosa romancista Rachel (de Alencar) Queiroz, bem como a escritora e líder feminista Heloneida Studart descendem de Bárbara de Alencar. O escritor Paulo Coelho, autor de best sellers e o mais internacional dos ficcionistas brasileiros, tem Bárbara como ascendente.
Revista Nordeste Vinte Um
http://www.nordestevinteum.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=118:personagem&catid=14:destaque-06&Itemid=16
Do Pernambuco para o Ceará, Bárbara de Alencar, considerada a primeira presa política do Brasil, exerceu um papel preponderante em nossa história, ao participar de modo decisivo, com espírito guerreiro e insuperável coragem cívica, dos episódios que preconizavam maior liberdade para o povo brasileiro, no limiar do século XIX. O centro dos movimentos revolucionários de que participou estabeleceu-se na Região do Cariri cearense, onde aquela mulher extraordinária pontificou juntamente com seus filhos, também revolucionários. Dona Bárbara, como era chamada respeitosamente pelos seus contemporâneos, inscreveu com ousadia ímpar o nome dos Alencares – e o seu próprio – no panteão da história brasileira.
Por Barros Alves - Editor de Cultura e Arte - barrosalves@nordestevinteum.com.br
Bárbara de Alencar nasceu em solo pernambucano no dia 11 de fevereiro de 1760. Para uns, ela veio ao mundo no município de Exu, limítrofe com o Cariri cearense, separado deste apenas pela Chapada do Araripe; para outros, a valente mulher nasceu em Cabrobó. O certo é que a jovem Bárbara enamorou-se de um comerciante de tecidos, português de nascimento, que exercia seus negócios na região do Vale Caririense. No ano de 1782, Bárbara casou-se com o capitão José Gonçalves dos Santos e se mudou definitivamente para a Vila do Crato. Ali, se tornou figura respeitada e foi liderar os principais movimentos revolucionários ocorridos no Nordeste na primeira metade do século XIX.
Do casamento com o capitão José Gonçalves dos Santos, nasceram quatro filhos: João Gonçalves de Alencar, Carlos José dos Santos, que se fez padre; Joaquina Maria de São José, Tristão Gonçalves Pereira de Alencar, tornado famoso pela ação revolucionária; e José Martiniano de Alencar, também padre, espírito rebelde e que se tornou político de grande influência tanto no Ceará, que chegou a governar, quanto em nível nacional, como senador do Império. José Martiniano de Alencar era o pai do romancista homônimo, criador do romance nativista brasileiro, cuja inspiração se expressou através de mitos fundadores da nacionalidade, sendo os romances “Iracema” e “O Guarani” obras-primas da literatura brasileira.
Conforme descrição feita pelo escritor Roberto Gaspar, que registrou em livro de amena leitura aspectos da vida tempestuosa de Bárbara de Alencar, ela tinha um aspecto varonil, cor branca e “era considerada alta, tinha as passadas largas e os braços moviam-se com graciosa desenvoltura, o rosto expressivo era bem delineado, os traços eram simpáticos e harmônicos, emoldurando uma boca ampla de lábios firmes”. O autor citado apresenta um perfil moral e espiritual da heroína do Crato: “Enérgica, de coração bondoso, impunha respeito e admiração aos que o conheciam. Grande devota de Santa Bárbara, ela tinha a imagem da santa em seu oratório e, nos momentos de aflição, debulhava seu rosário de contas azuis”. E adiante: “Bárbara era muito religiosa e instalou altares com imagens de santos na fazenda, onde promovia orações coletivas, atraindo os religiosos das missões e os padres, que encontravam abrigo na casa grande da fazenda”. Segundo o historiador João Brígido, Bárbara era “mui inteligente, lida e corrida era a primeira senhora daquela região”.
Dessa solicitude para com os religiosos, nasceu grande amizade entre Bárbara e sacerdotes da região, entre os quais o padre Miguel Carlos da Silva, que se tornou amigo e orientador espiritual. De igual modo, frei Francisco de Santana, da Vila de Barbalha, era assíduo comensal da fazenda Pau Seco. Naquele ambiente de reflexão e boa conversa, surgiu o Centro Republicano de Democracia e Liberdade, ensejando em que os conselhos humanistas do padre Miguel Carlos transformassem Bárbara em uma liberal consciente de sua missão naquele mundo tão carente de atitudes políticas que contribuísse para melhorar a vida do povo.
Militância política e revolução
inda jovem, portanto, iniciou a militância política, demonstrando grande capacidade de articulação com segmentos basilares da sociedade da época, tanto em nível econômico quanto em nível social, especialmente nos vínculos que criou com a Igreja Católica, onde vários jovens seminaristas e padres, em razão do conhecimento da história, participavam e estimulavam a participação nos movimentos libertários. Bárbara tratou de aproveitar a vocação religiosa de dois dos filhos e enviou-os ao seminário, onde certamente teriam uma educação esmerada. Ademais, o sacerdócio significava status social e reconhecimento da população sempre mística e crédula.
Chegou então o ano de 1817, e explodiu a revolução republicana em Pernambuco, que preconizava não apenas a independência, mas também queria a proclamação da República. O movimento logo recebeu o apoio da família de Alencar, com Bárbara a liderar o processo rebelde no Cariri. O entusiasmo era tão grande, que sob a liderança daquela senhora que ousava arrostar o poder das Cortes portuguesas, proclamou-se a República no Crato, em uma extensão da revolução pernambucana.
Reação mete os revoltosos no calabouço
Por ordem da Corte, o processo de reação das forças portuguesas com sede na Colônia não se fez esperar e arremeteu contra os revoltosos sem dó nem comiseração. Muitos foram presos a partir da Bahia, de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará, onde o movimento estava mais atuante. Roberto Gaspar enumera os líderes da revolução que foram presos: José Martiniano, Tristão Gonçalves e o padre Carlos José dos Santos, filhos de Bárbara; Inácio Tavares Benevides, frei Francisco de Sant’Ana Pessoa, Gouveia Ferraz e o padre Miguel Carlos da Silva Saldanha”. E aduz o biógrafo de Bárbara de Alencar: “Outros participantes do movimento se acovardaram e desertaram e, procurando isentar-se de culpa, juram publicamente lealdade ao rei, como aconteceu com Francisco Carlos e Bartolomeu de Quental”.
Os prisioneiros foram manietados, acorrentados e enviados para Fortaleza. Durante a longa e cansativa marcha, sob o comando de Joaquim Pinto Madeira, “apenas Bárbara de Alencar não tinha argolas amarradas no pescoço”. Estavam a cavalo e no Icó, o comando da tropa passou para o capitão de milícias Manuel da Cunha Freire.
Depois de quase um mês de viagem do Crato para Fortaleza, sob sol e chuva, enfrentando as piores intempéries, finalmente chegaram à capital e recebem a ordem do governador Sampaio de que deveriam ficar presos sem nenhuma regalia. Bárbara foi recolhida ao calabouço da velha Fortaleza à beira-mar, sem direito a contato com quem quer que fosse, a não ser com a lavadeira, de nome Brasiliana, e apenas uma vez por semana. Nessas duras condições, passou mais de três anos. Foi libertada no dia 17 de novembro de 1820 e, no ano seguinte, o Tribunal da Relação de Salvador, Bahia, anulou os processos da devassa. Com a proclamação da independência do Brasil em 1822, a heroína do Crato retornou, vitoriosa, da Bahia para sua querida vila do Crato, onde a esperavam o filho, João Gonçalves, e o povo em festa.
A Revolução do Equador
Ainda bem não sentava a poeira da Revolução de 1817, e os Alencares de Bárbara já sentiam pruridos de uma nova luta. Tristão, o mais rebelde, não acreditava em que o Brasil ganharia a liberdade. De fato. Sob o governo de dom Pedro I. Para ele, o imperador era “louça do mesmo barro” do pai, dom João VI. E aduzia nas conversas familiares: “É preciso não dormir sobre a glória alcançada.” Não era um prenúncio. Era uma profecia
.
Eis que novamente, em 1824, algumas províncias do Nordeste (naquele tempo dito Norte), sob a liderança de Pernambuco se sublevaram contra o governo Imperial recém-instalado. Desta feita, sob a influência dos Federalistas norte-americanos. No Ceará, os três filhos de Bárbara não titubearam e aderiram à conjuração que veio a chamar-se Confederação do Equador. Queriam implantar um regime republicano juntando as províncias nordestinas em uma confederação semelhante aos Estados Unidos da América.
As grandes figuras políticas não guardavam rancor de injustiças sofridas nos embates da vida, ainda que os mais duros. Foi o que ocorreu com os Alencares, agora, em 1824, aliando-se ao capitão Pereira Filgueiras, o adversário figadal de 1817. Roberto Gaspar anota: “Bárbara de Alencar e seus filhos, que tanto já haviam lutado e sofrido pela independência, organizaram um regimento caririense, cujo comando foi entregue ao seu ex-adversário, o capitão-mor João Pereira Filgueiras, tendo Tristão Gonçalves no comando do Estado-maior das tropas expedicionárias”. Eles tomaram o governo do Ceará e foram até ao Maranhão dar combate a major Fidié, um português que resistia em nome das Cortes portuguesas.
Dores, velhice e morte
Mas os Alencares, principalmente Tristão e o padre. Martiniano, estavam insatisfeitos com os rumos do novo governo e da Constituinte de 1823. Achavam o imperador “prepotente, promíscuo e libertino”. Resolveram ir além. Juntamente com outros republicanos, tais como Carapinima e Azevedo Bolão, organizaram um governo provisório no Icó e, em janeiro de 1823, entraram em Fortaleza, onde destituíram o governo de Costa Barros e proclamaram a República, sob a presidência de Tristão Gonçalves. Seguiram o exemplo as Câmaras de Quixeramobim, Aquiraz, Ipu, Sobral, Crato e Aracati. A revolução, no entanto, começou a decair nas províncias do Piauí, Maranhão, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. A debandada era geral em face de muitas traições.
No Ceará, reinóis como Pinto Madeira encabeçaram a reação, mas Tristão Gonçalves resolveu enfrentá-los, juntamente com os irmãos. Dias depois, foram derrotados e mortos em combate. “Com essa tragédia começaram os dias de muitas dores para a heroína revolucionária, que se cobriu de luto contínuo com a morte dos seus entes queridos”, escreve Gaspar.
Depois destas tempestades e de ver filhos e parentes mortos nas lutas revolucionárias, outros terem sido presos, mas libertados posteriormente, como é caso de José Martiniano, Bárbara de Alencar, depois de rebelião levantada no Cariri por Pinto Madeira, fugiu para Exu, no Pernambuco, e posteriormente, recolheu-se à fazenda Alecrim no Piauí. Septuagenária, queria, no entanto, terminar os dias em sua fazenda Pau Seco. Seu filho, João Gonçalves, foi buscá-la. Adoentada, ela queria que o outro filho, José Martiniano, agora poderoso governador da província, perdoasse o principal desafeto da família, Pinto Madeira, que havia sido preso e condenado à morte. Não viu realizar-se seu piedoso intento.
Bárbara de Alencar manifestou ao filho que a assistia o desejo de que, ao morrer, lhe providenciasse um enterro simples “de pobre mesmo, em rede, num túmulo sem lousa, como daqueles que foram nossos escravos...” A heroína fechou os olhos ao mundo no dia 28 de agosto de 1833. Deixou o chão nordestino, mas inscreveu indelevelmente seu nome na história do Brasil, especialmente do Ceará, mercê de sua bravura indômita e do seu espírito libertário.
Rachel de Queiroz e Paulo Coelho entre os descendentes
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O professor Virgílio Arraes lista vários nomes de personalidades importantes na vida sócio-política contemporânea brasileira, que são descendentes da heroína republicana Bárbara de Alencar. Ele começa registrando que Castelo Branco descendia de uma irmã de dona Bárbara, Inácia. As duas adotavam postura política similar, eram sinceras republicanas, influenciadas que foram pelos ideais da Revolução Francesa, ocorrida em 1789. A rebelião de 1817 tinha esse viés ideológico. Já em 1824, na chamada Confederação do Equador, a influência teria sido dos Estados Unidos. que fizera a sua revolução libertadora em 1776, com fundamento no federalismo republicano e abolição da escravidão.
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| O neto José de Alencar, Filho do Senador Martiniano de Alencar. |
De Inácia, descendem, dentre outros, Miguel Arraes de Alencar, que foi três vezes governador de Pernambuco e incontestável liderança política do Nordeste; Marcelo Nunes de Alencar, que foi prefeito do Rio de Janeiro; Otto de Alencar, pioneiro da pesquisa matemática no Brasil, falecido no início do século passado; Chico de Alencar, historiador e deputado federal pelo Rio de Janeiro, onde detém grande liderança política; José de Alencar Furtado, cearense de Araripe, fez carreira política no Paraná tendo se destacado como uma das vozes de oposição ao tempo do governo militar pós-1964; Alencar Guimarães foi senador pelo Paraná durante vários mandatos, chegando a assumir interinamente o governo daquele Estado; O General Humberto de Alencar Castelo Branco foi presidente da República. Também a famosa romancista Rachel (de Alencar) Queiroz, bem como a escritora e líder feminista Heloneida Studart descendem de Bárbara de Alencar. O escritor Paulo Coelho, autor de best sellers e o mais internacional dos ficcionistas brasileiros, tem Bárbara como ascendente.
Sobral entre as 10 melhores cidades das Américas no Ranking Custo-Benefício (cidades menores)
Foto: Diário do Nordeste
Sobral foi eleita pelo importante fDI Magazine, do Grupo Financial Times, como a cidade brasileira de menor porte com melhor custo-benefício para investimentos internacionais.
É O CEARÁ MOSTRANDO A SUA FORÇA!!!
Fonte:
domingo, 1 de maio de 2011
OS CEARENSES E A CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR
A Confederação do Equador foi o mais importante movimento republicano e autonomista do Brasil, pois contou com a adesão de múltiplas províncias. Ocorrido no início do século XIX, teve os estados de Pernambuco, seguido pelo Ceará como palcos principais, se estendendo principalmente para a Paraíba e Rio Grande do Norte. O movimento foi uma oposição aos desmandos do Imperador D. Pedro I, ao outorgar a Constituição de 1824. Os cearenses tiveram papel decisivo na difusão do movimento, muitos pagaram com a própria vida.
Comandadas pelo groairense Padre Mororó — que, além de liderar, participar e subscrever aquela memorável ata, determinou que fossem enviadas deputações a outras Vilas para comunicar e conseguir adesão, como de fato sucedeu — as Câmaras das Vilas de Icó, Aracati e São Bernardo das Éguas Russas aderiram de imediato à causa, reproduzindo e fortalecendo o movimento que daí se espalhou por toda a província do Nordeste.
"No Ceará, mais precisamente na cidade de Campo Maior de Quixeramobim, era proclamada a primeira República do Brasil, no dia 9 de janeiro de 1824, 06 (seis) meses antes da do Recife, 07 (sete) meses antes da de Fortaleza e 65 (sessenta e cinco) anos antes da República proclamada pelo Marechal Deodoro, em 1889. A primeira República proclamada no Brasil em janeiro de 1824, quando a Câmara, seguida pelo Clero, a Nobreza e o Povo de Campo Maior de Quixeramobim, liderados pelo groairense(*), Inácio Gonçalo Loyola de Albuquerque Melo, (Pe. Mororó), considerou decaída a Dinastia Bragantina e reconhecendo o Governo Republicano, sinalizava-se, assim, o primeiro brado de protesto contra a decisão do então Imperador D. Pedro I, implantando, a partir dos sertões do Ceará, para todo o Brasil, uma República Estável e Liberal". (Texto do Blog do Macario - http://macariobatista.blogspot.com/2010/11/este-feriado-nao-vale-para-o-ceara.html)
O movimento foi liderado ainda pelos cratenses Bárbara de Alencar e seus filhos José Martiniano e Tristão Gonçalves, do sergipano de Santo Amaro da Brotas, Pereira Filgueiras e tantos outros heróicos e valentes conterrâneos. Os líderes escolheram apelidos com nomes da fauna e flora da caatinga no intuito de confundir as tropas imperiais. Todos escondidos por trás de alcunhas como Alecrim, Anta, Araripe, Aroeira, Baraúna, Beija-flor, Bolão, Carapinima, Crueira, Ibiapina, Jaguaribe, Jucás, Manjericão, Mororó, Sucupiras, Oiticica. E, mesmo cientes de que a luta poderia lhes trazer serias conseqüências, foram adiante. De fato, muitos pagaram com a vida, nas ruas do Icó e Fortaleza.
Bárbara de Alencar
O movimento foi liderado ainda pelos cratenses Bárbara de Alencar e seus filhos José Martiniano e Tristão Gonçalves, do sergipano de Santo Amaro da Brotas, Pereira Filgueiras e tantos outros heróicos e valentes conterrâneos. Os líderes escolheram apelidos com nomes da fauna e flora da caatinga no intuito de confundir as tropas imperiais. Todos escondidos por trás de alcunhas como Alecrim, Anta, Araripe, Aroeira, Baraúna, Beija-flor, Bolão, Carapinima, Crueira, Ibiapina, Jaguaribe, Jucás, Manjericão, Mororó, Sucupiras, Oiticica. E, mesmo cientes de que a luta poderia lhes trazer serias conseqüências, foram adiante. De fato, muitos pagaram com a vida, nas ruas do Icó e Fortaleza.
Fontes:
sábado, 30 de abril de 2011
Eleazar de Carvalho - UM CEARENSE DE IGUATU QUE FEZ HISTÓRIA NA MÚSICA CLÁSSICA INTERNACIONAL
O Maestro Eleazar de Carvalho é um dos maiores Regentes da história do Brasil. Viajou mundo a fora e esteve à frente das maiores Orquestras Sinfônicas do mundo (Europa, América, com passagens por outros continentes). Professor Doutor de cursos universitários de Música das maiores Universidades do Mundo, ele retornou ao Brasil e lutou pela melhoria da música nacional.
Fonte: Fundação Eleazar de Carvalho
O menino levado de personalidade forte e "inquiéto" já batucava pelas bandas de Iguatu desde pequeno. O pai de Eleazar, Capitão do Exército, o levou para a Marinha no intuito de que lá ele viria a se tornar um militar e deixaria de fazer 'traquinagens'. No entanto, foi na banda da escola da Marinha que o Brasil ganharia um dos seus maiores Maestros. Segundo ele: “Observei que a comida servida às crianças que tocavam na banda era melhor. Apresentei-me embora não tocasse qualquer instrumento. Sou músico por gulodice...”. Ao sair da Marinha Eleazar iniciou carreira profissional no Rio de Janeiro e depois 'ganhou o mundo'.
Fonte: Fundação Eleazar de Carvalho
Eleazar foi um dos fundadores da Orquestra Sinfônica Brasileira, no Rio de Janeiro. Como professor percorreu as principais instituições americanas. Lecionou regência na Washington University, Hofstra University, Tampa University, Juilliard School of Music e foi também professor por vários anos da Yale University. Nos quarenta anos seguintes Eleazar de Carvalho esteve à frente das principais orquestras do mundo. As Filarmônicas de Berlim e de Viena e praticamente todas as grandes orquestras européias foram regidas por ele em programas que em geral incluem peças brasileiras, principalmente de Villa Lobos. Dirigiu durante seis semanas a Filarmônica de Israel em sua primeira excursão aos Estados Unidos.
Fonte: Fundação Eleazar de Carvalho
Ao regressar ao Brasil, Eleazar tomou como desafio a difícil tarefa de reorganizar e na verdade refundar a Orquestra Sinfônica de São Paulo (OSESP) que estava entregue 'às baratas'. O desafio de criar em São Paulo uma orquestra do mesmo nível das orquestras internacionais que dirigira sempre foi o seu objetivo. Apesar dos seus esforços nem sempre obteve o apoio necessário e a OSESP muitas vezes tocou em espaços improvisados e sem as melhores condições. No entanto, seu esforço e brilhantismo foram fundamentais para que a OSESP desse um salto em qualidade. Foi idealizador da parte pedagógica do Festival de Inverno de Campos do Jordão. O Maestro que foi ainda responsável pelo sucesso do primeiro concerto de Natal em Gramado - RS. A cidade de Gramado registrou sua admiração pelo Maestro com a colocação de um busto de Eleazar de Carvalho em praça pública no centro da cidade.
Fonte: Imagens do Google - http://www.flickr.com/photos/shutdown/page2/
"A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e a Sala São Paulo e a musica erudita no Brasil muito devem a Eleazar de Carvalho.E ele não será esquecido." (Fundação Elezar de Carvalho).
Fonte: Fundação Eleazar de Carvalho
Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho
A Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho (Orcec) dedica-se à formação de platéia para a música de concerto desde sua fundação, em 22 de dezembro de 1996. Referencial da música erudita no Estado do Ceará, ela desenvolve um trabalho artístico de expressiva qualidade e elevado nível técnico.
Nascida como um projeto da Secretaria da Cultura e Desporto do Estado do Ceará, a Orcec foi reconhecida como Projeto de Utilidade Pública em 2001, tendo recebido apoios por meio da lei estadual de incentivo à cultura. Hoje, é uma ação da Associação Artística de Concertos do Ceará (AACC), com o apoio do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura.Escola de Música Eleazar de Carvalho
Em parceria com o Instituto Eleazar de Carvalho e com a Fecomércio, a Secretaria de Cultura implementou a Escola de Música Eleazar de Carvalho, filho natural de Iguatu e grande maestro com fama internacional.
A Escola está funcionando nas dependências do SESC Iguatu, conta com 105 alunos previamente selecionados e ministra cursos de Piano, Flauta Doce, Violoncelo, Violino, Viola, Contrabaixo e Canto Coral, as aulas são gratuitas e em médio prazo será montada a primeira orquestra de Iguatu.
Fontes:
terça-feira, 26 de abril de 2011
Maria da Penha - Uma Cearense Guerreira e a Lei Maria da Penha
A cearense Maria da Penha é uma mulher de fibra, batalhadora e que luta pelos direitos de todos. Graças aos esforços desta cearense hoje há a Lei Maria da Penha (Lei 11340, de 07 de agosto de 2006). Essa Maria é UM ORGULHO PARA O CEARÁ E O BRASIL!!!
A farmacêutica e professora universitária Maria Penha Maia Fernandes sofreu na pele o esquecimento das mulheres brasileiras perante a nossa Constituição. Sofreu violência, ficou com cicatrizes no corpo, mas não na alma. Essa cearense fez dos obstáculos mais um motivo para lutar pelos seus direitos, vitoriosa hoje tem o seu nome marcado na História brasileira; na defesa dos Direitos não somente das mulheres, mas de todos brasileiros.
Maria da Penha transformou dor em luta, tragédia em solidariedade, merecendo a homenagem de todos dando nome à lei que é, sem dúvida, um microssistema de proteção à família e à mulher (parágrafo de www.stj.jus.br/.../A%20LEI%20MARIA%20DA%20PENHA%20revisada.doc).
http://www.eletronuclear.gov.br/atomo/index.php?id_atomo=81&id_materia=494
“Quando o meu caso aconteceu, me senti órfã do Estado e percebi a diferença entre o que é justiça conceitual e a prática” (Maria da Penha).
domingo, 24 de abril de 2011
Ser Cearense:
Não sei se há um autor, ou se esta pequena enciclopédia de CEARÊS foi crescendo à medida que passou de um e-mail para outro. É muito boa (caso exista um autor, por favor apresente-se).
Foto: dicionarioceares.50webs.com
Cearense não briga... ele risca a faca!
Cearense não vai em festa... ele cai na gandaia!
Cearense não vai com sede ao pote... ele vai dicumforça!
Cearense não vai embora... ele vai pegá o beco!
Cearense não conserta... ele dá uma guaribada!
Cearense não bate... ele senta o sarrafo!
Cearense não sai pra confusão... ele sai pro balai de gato!
Cearense não bebe um drink... ele toma uma!
Cearense não joga fora... ele rebola no mato!
Cearense não discute... ele bota boneco!
Cearense não é sortudo... ele é cagado!
Cearense não corre... ele faz carrera!
Cearense não ri... ele se abre!
Cearense não brinca... ele fresca!
Cearense não compra garrafinha de cachaça... ele compra um celular!
Cearense não toma água com açúcar... ele toma garapa!
Cearense não calça as sandália.... ele calça as opercata!
Cearense não morre... ele bate a biela!
Cearense não exagera... ele alopra!
Cearense não percebe... ele dá fé!
Cearense não vigia as coisas... ele pastora!
Cearense não vê destruição... ele vê só o distroço!
Cearense não sai apressado... ele sai desembestado!
Cearense não observa... ele passa os pano!
Cearense não agarra a mulher... ele arroxa!
Cearense não dá volta... ele arrudêia!
Cearense não serve almoço... ele bota o dicumê na mesa!
Cearense não diz que fulano não é de confiança... ele diz que a mercadoria é sem nota!
Cearense não espera um minuto... ele espera um pedaço!
Cearense não é distraído... ele é avoado!
Cearense não fica encabulado... ele fica todo errado!
Cearense não comete gafe... ele dá uma rata!
Cearense não sobe na arvore... ele se trepa no pé de pau!
Cearense não passa a roupa... ele engoma a roupa!
Cearense não ouve barulho... ele ouve zuada!
Cearense não acompanha casal de namorados... ele segura vela!
Cearense não dá cantada... ele quêxa!
Cearense não é esperto... ele é desenrolado!
Cearense não é rico... ele é estribado!
Cearense não é homem... ele é macho ou é cabra danado!Consulte também:
quarta-feira, 20 de abril de 2011
É CEARENSE O ÚNICO GEOPARK DAS AMÉRICAS
Localizado no Sul do Ceará o Geopark Araripe é o único Geopark de todas as Américas. É um orgulho para o Estado do Ceará ter em seu território uma área de preservação permamente reconhecida pela UNESCO como uma área geológica que ajuda a explicar a evolução do Planeta Terra.
Iguatu - Polo da Região Centro-Sul do Ceará
Iguatu, anteriormente conhecida como Terra da Telha é uma das cidades que mais cresce no interior do Ceará. A cidade que foi a maior produtora de algodão do Estado nas décadas de 60-80, hoje é um importante pólo moveleiro e líder na Região Centro-Sul no setor de serviços.
Banhado pelo Rio Jaguaribe e diversas lagoas, o município de Iguatu detém as maiores reservas de água doce de superfície do Estado do Ceará. A cidade cresceu e se desenvolveu graças à cotonicultura. Por anos seguidos o algodão iguatuense bateu recordes em tamanho de fibras, alcançado apenas pelo algodão egípcio. Na década de setenta do século passado, o município de Iguatu foi um dos maiores produtores de algodão do Brasil.
Apesar do declínio da produção algodoeira, Iguatu soube se diversificar e hoje é um importante pólo moveleiro do Nordeste, líder em móveis tubulares. Maior produtor de arroz do Ceará, além de Capital da Região Centro-Sul do Ceará. Nos últimos anos foram instalados na cidade Campus Universitários Avançados, primeiro da Universidade Estadual do Ceará (UECE) e depois da Universidade Regional do Cariri (URCA). Em breve será instalada a Cidade Universitária de Iguatu, que será mantida pelo Governo Estadual.
Futura Cidade Universitária. Fonte: Governo do Estado
Iguatu é a Terra Natal de três grandes nomes da música brasileira:
- Eleazar de Carvalho (um dos maiores Regentes do Brasil);
- Humberto Teixeira (o Doutor do Baião - Compositor da música Asa Branca em parceria com Luiz Gonzaga);
- Evaldo Gouveia (autor de numerosas músicas da MPB).
Crato - Tradição e Cultura
A tradicional cidade do Crato tem grande importância na história do Ceará. Terra de cearenses ilustres, revolucionários e guerreiros, o Crato é reconhecido ainda pela sua cultura pulsante e importante pólo de educação.
Foto: http://www.proares.ce.gov.br/pag_crato.htm
Foto: http://www.proares.ce.gov.br/pag_crato.htm
Fundada em 1764, Crato foi por muitas décadas a cidade mais importante do Cariri cearense. Cidade de gente guerreira é terra natal do Padre Cícero, Tristão de Alencar Araripe entre outros. As ruas do Crato foram cenário de importantes acontecimentos como a Sedição de Juazeiro e a Confederação do Equador.
No Crato ocorre todos os anos a maior feira agropecuária do Norte-Nordeste (EXPOCRATO). A cidade é sede da Universidade Regional do Cariri (URCA).
terça-feira, 19 de abril de 2011
CLÓVIS BEVILÁQUA - O CEARENSE PAI DO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO
Grande jurista brasileiro o cearense Clóvis Beviláqua escreveu o Código Civil Brasileiro com apenas 40 anos de idade.
Clóvis Beviláqua nasceu em Viçosa do Ceará no dia 04 de outubro de 1859. Formado em Direito pela Faculdade de Direito de Recife, iniciou a carreira de magistrado, em 1883, ao ser nomeado promotor público de Alcântara, no Maranhão. Republicano convicto, fez campanha pela República e, após a proclamação, foi eleito deputado à Assembléia Constituinte pelo Ceará. No entanto, apesar da paixão pela política, foi deputado apenas uma vez, perdemos um grande político, mas por outro lado o Brasil ganhou um dos seus maiores juristas.
Convidado pelo Presidente Epitácio Pessoa, o jurista Clóvis Beviláqua escreveria o Código Civil Brasileiro entre os meses de março e outubro de 1900, ou seja, em apenas seis meses. Porém, demorou 16 anos para que o código fosse posto em prática devido as extensas discussões não referentes a matérias jurídicas, diga-se de passagem, mas por meras discussões quanto à vernácula (como cada frase ficaria mais bonita) por parte de outros juristas não tão imediatistas se comparados a Clóvis Beviláqua.
Orgulho para o Estado do Ceará, Clóvis Beviláqua além de ser um dos maiores juristas brasileiros de todos os tempos, foi ainda legislador, jornalista, historiador, filósofo, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras. É autor de numerosos livros reeditados e adotados como referência nas Faculdades de Direito.
O Ceará homenageou esse seu filho ilustre batizando o Palácio da Justiça com o nome de Fórum Clóvis Beviláqua.
Fonte: ABL
domingo, 17 de abril de 2011
Talentos do Ceará - Reportagem do Diário do Nordeste
Matéria do Caderno Gente do Diário do Nordeste.
"CELEIRO DE ARTISTAS"
"CELEIRO DE ARTISTAS"
Cidade privilegiada pela luz do sol, Fortaleza é também iluminada pelo talento de seus artistas que brilham nas mais diferentes manifestações artístico-culturais. Não é de hoje que o Brasil conhece o valor de nossa produção artística. O Ceará revelou nomes como José de Alencar e Rachel de Queiroz (literatura); Lauro Maia e Luiz Assunção, Alberto Nepomuceno, Paurillo Barroso e Eleazar de Carvalho (música); Raimundo Cela, Antonio Bandeira, Aldemir Martins, Sérvulo Esmeraldo (artes plásticas); Renato Aragão, Chico Anysio e Tom Cavalcante (humorismo); Patativa do Assaré (literatura de cordel); Ednardo, Belchior, Amelinha e Fausto Nilo (música); Florinda Bolkan, José Wilker, Emiliano Queiroz e Luíza Thomé (arte cênica), B. de Paiva (teatro), Chico Albuquerque (fotografia), entre muitos outros talentos.
A cada dia, a produção artística se renova com o surgimento de novos valores que galgaram gradativamente o seu lugar no disputado mercado das artes. O humorismo é o grande filão, projetando nomes no cenário nacional como Paulo Diógenes, Falcão, Rossicléa, Meirinha, Zé Modesto. A irreverência do cearense não se esgota nunca e novos nomes se destacam nos palcos da cidade. A criatividade do povo cearense é reconhecida também no cinema, cujas produções são vencedoras de importantes festivais nacionais e internacionais.
Até um passado recente, o Ceará era um tanto tímido em termos de movimentação cultural. Na primeira década dos anos 2000, no entanto, o Estado registrou uma efervescência cultural, onde a arte de nossos artistas passou a ter mais visibilidade, tanto aqui como lá fora. Isso foi possível graças ao surgimento de centros culturais que passaram a difundir o que acontece na cultura local, nacional e mundial nos mais diferentes segmentos. Celeiro de artistas, o Ceará conquistou uma posição de destaque no ranking nacional e, hoje, é um grande exportador de talentos.
A cada dia, a produção artística se renova com o surgimento de novos valores que galgaram gradativamente o seu lugar no disputado mercado das artes. O humorismo é o grande filão, projetando nomes no cenário nacional como Paulo Diógenes, Falcão, Rossicléa, Meirinha, Zé Modesto. A irreverência do cearense não se esgota nunca e novos nomes se destacam nos palcos da cidade. A criatividade do povo cearense é reconhecida também no cinema, cujas produções são vencedoras de importantes festivais nacionais e internacionais.
Até um passado recente, o Ceará era um tanto tímido em termos de movimentação cultural. Na primeira década dos anos 2000, no entanto, o Estado registrou uma efervescência cultural, onde a arte de nossos artistas passou a ter mais visibilidade, tanto aqui como lá fora. Isso foi possível graças ao surgimento de centros culturais que passaram a difundir o que acontece na cultura local, nacional e mundial nos mais diferentes segmentos. Celeiro de artistas, o Ceará conquistou uma posição de destaque no ranking nacional e, hoje, é um grande exportador de talentos.
Fonte: Diário do Nordeste
sexta-feira, 15 de abril de 2011
RACHEL DE QUEIROZ - MAIOR ESCRITORA DO BRASIL
A grande Dama da Literatura Brasileira nasceu em Fortaleza e cresceu entre a Capital e a cidade de Quixadá. Dona de uma linguagem direita, sem rodeios, Rachel de Queiroz soube como ninguém descrever a vida do sertanejo. Ela levou o nome do Sertão para o mundo. Sem dúvidas Rachel é um orgulho para todos cearenses e brasileiros.
Fonte: O Povo
Rachel de Queiroz nasceu em 17 de novembro de 1910 na Capital do Ceará. Filha de Daniel de Queiroz e de Clotilde Franklin de Queiroz, ela era parente pelo lado materno do escritor José de Alencar e do Presidente Castelo Branco. Com fortes raízes sertanejas, a escritora era encantada pelas coisas do Sertão. Quando criança gostava de ouvir estórias de Trancoso (fatos narrados pelos sertanejos mais velhos, são estórias pensadas e contadas na hora, geralmente envolvendo mitos e lendas do Sertão), observar a caatinga e escrever nos seus caderninhos infantis. Desde a adolescência Rachel demonstrava uma observação crítica sobre o mundo a sua volta e se utilizava da escrita para expressar suas observações. Aos 16 anos ela faz uma carta crítica à Rainha dos Estudantes Cearenses e envia ao Jornal do Ceará. Na carta ela escreve que os tempos são outros, que não tem mais graça um título de Rainha e ainda "made às pressas", e que não fica bem principalmente para uma mulher "hodierna". No entanto, três anos mais tarde a própria Rachel viria a ser também Rainha dos Estudantes, mostrando sinais resignação. Um fato curioso é que durante a sua festa de coroação, chegou a notícia da morte do presidente do Estado da Paraíba (João Pessoa), sem pestanejar Rachel abandona a sua coroa e a festa e diz: 'sou repórter'.
Fonte: O Povo
Aos 19 anos de idade escreveria uma obra prima da nossa literatura, o livro O Quinze. Hoje esse livro é adotado nas escolas e é tema de muito vestibular Brasil a fora. Pois é, o livro é tema de vestibular para jovens que tem praticamente a mesma idade de Rachel à época que escreveu a sua maior obra. Realmente Rachel de Queiroz estava muito à frente do seu tempo. Foi uma mulher pioneira tanto na forma de escrever quanto na forma de se expressar em público. Foi atuante também na política, fundadora do Partido Comunista no Ceará (PC). Assim como entrou de cabeça erguida para o PC, saiu da mesma forma, quando o partido tentou interferir de forma direta em um dos seus livros impondo mudanças no enredo. Foi convidada pelos presidentes Jânio Quadros, Geisel e José Sarney para ser Ministra da Educação, mas recusou a todos, dizendo que desejava permanecer apenas como jornalista. No mandato do Presidente Castelo Branco, Rachel aceitou ser delegada do Brasil na Assembleia Geral da ONU.
O pioneirismo de Rachel de Queiroz a levou a ser a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras (ABL). Foi ainda a primeira mulher galardoada com o Prêmio Camões de Literatura, considerado o mais importante prêmio de literatura em Língua Portuguesa.
Rachel partiu aos 92 anos enquanto dormia. Esta cearense de fibra nos deixou como legado centenas de crônicas, dezenas de livros, roteiros de cinema e peças de teatro. Ela mostrou o valor do sertanejo, a sua nobreza e o seu caráter.
Ela provou que o cearense é bom naquilo que faz e não esmorece no primeiro "tropicão", ao contrário utiliza o tropeço como alavanca para acelerar o passo e ir mais longe.
O CEARÁ TEM ORGULHO POR TÊ-LA NA NOSSA HISTÓRIA!
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Um CEARENSE com "C" maiúsculo
Muitos não sabem que é CEARENSE um dos mais importantes militares brasileiros, e que este tem o título de Patrono de Infantaria do Exército Brasileiro.
Hoje o Brasil é um dos maiores países do mundo, um gigante de proporções continentais, deitado em berço esplêndido sobre a América do Sul. No entanto, para que tivéssemos esse privilégio, verdadeiros heróis defenderam a Nossa Pátria de invasões estrangeiras e lutaram pela união dos nossos povos de norte a sul. Um desses grandes heróis é o CEARENSE General Sampaio.
Foi na cidade de Tamboril que em 24 de maio de 1810, nascia na Fazenda Vitor o grande General Sampaio, um dos maiores heróis do Exército Brasileiro. Em 2010, comemorou-se o seu bicentenário com honrarias dignas ao exímio defensor da nossa Pátria em épocas de implantação da nossa hegemonia e Identidade Nacional.
Fonte: legião da infantaria do Ceará
Por ironia do destino, o Brigadeiro Sampaio fora ferido no dia do seu aniversário na Batalha do Tuiuti, vencera a batalha na linha de frente da brava "Divisão Encouraçada", mas morreria em consequências dos ferimentos no dia 06 de julho de 1866 na cidade de Buenos Aires - Argentina.
O Exército Brasileiro e o Estado do Ceará renderam dignas homenagens a este brasileiro do Ceará, condecorando-lhe Patrono de Infantaria do Exército Brasileiro e com o nome de uma cidade cearense, respectivamente.
Fonte: legião da infantaria do Ceará
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